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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

DESENCANTO (originala)/ DESENCANTO/ SENILUZIIĜO

 💔 💔 💔

DESENCANTO

original de Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora

De desalento… de desencanto…

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.


Meu verso é sangue. Volúpia ardente…

Tristeza esparsa… remorso vão…

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.


E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.


— Eu faço versos como quem morre.




 💔 💔 💔


DESENCANTO

à moda de Manuel Bandeira

faço poemas como quem cora

tão desatento ao desencanto

pecha do livre que nos devora

sois emotivo e duro e pranto


poema range ruge o dente

retesa o espaço em morse vão

mas morse é morte (ninguém entende)

e quem entende não fala não


e este poema de angu na boca

assim quisera estar de porre

cantar mais livre a verdade toda


        - mas faço versos como quem corre…



 💔 💔 💔


SENILUZIIĜO

simile al Manuel Bandeira (*)

ja honte mi poeziumas

malzorgata seniluzi’

misvoras libero misa

trosentemon ploron umas mi


roras kaj grincas tiu poemo

spaco streĉa (nur vana kodo)

mortanta kodo nur morsa kodo 

komprenemulo jen silenta emo


tiu surbuŝa kaĉ' el farun'

ĉu emas poemo al ebri'?

tutan plenveron ni kantu plu


        - jen kuro-simila poezi'…


(*) Manuel Bandeira (1886-1968) estas brazila poeto de modernismo iel romantisma. La originalan poemon oni konsideras metapoemo, tio estas, poemo celanta priskribi la proceson mem de beletra kreado.


5 comentários:

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