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segunda-feira, julho 01, 2024

KOLEKTIVA BUKEDO! / BUQUÊ COLETIVO!

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KOLEKTIVA BUKEDO!

    Ploru, kompatinda Ulo, kompatinda Paulo, praulo, PraPaulo! Ploru nome de ĉiu homo, same kompatinda, kiel vi, pri via praa ignoro, Absolute klara ignoro, fundamento de ĉiu homo, de la tuta homaro.

     Ploru milde, ploru silente, preskaŭ senhalte. Ĝis via stulto sin lavu per viaj preskaŭ sekaj larmoj. Sekiĝis pli ol viaj larmoj via senkompata ploranta animo. Ploru mem pro via stulto ne kulpo, sed certe respondeco. Via individua respondeco aldoniĝis al tiu kolektiva. Ĉu valoras la penon tiun senhaltan skrapadon de via haŭto? Haltu, kompatindulo! Ploru, ploregu, relernu plori, mi petas, sed haltu sin vundi tiom funde, abunde, senespere!

     Certe vi respondecas pri via abomeninda nuna stato. Ne nur vi respondecas pri tiom stultaj elektoj, misvojoj, misfaroj. Kiu kreis tiom frenezan socian malegalecon se ne vi kaj kunuloj? Kiu kreis politikajn fiajn reĝimojn, konsidere ke ĉiu el ili estas fiaĵo, fiasko, balaaĵo? Ĉu nur iu el vi, aŭ ĉu vi ĉiuj kune, kunside, kunfande?

    Certe ploro nenia lavos vian stulton. Ignori tion estas nur plia floro en la bukedo de kolektiva ignoro. Do, ploru ĥore! Ploru vi kaj kamaradoj. Ĉesu do nun plori kaj ame agu, ĝis via amo atingu ĉies koron, viruse multobliĝu, epidemie iĝu vasta, nova, ampleksa mondovizio. Tiam neniu plu ploru, sed ame sindonu al sia tasko, misio, senmasko.

 

BUQUÊ COLETIVO!

    Chore, sujeito digno de compaixão, digno Paulo, antigo, arcano Paulo! Chore em nome de cada pessoa, digna de compaixão ela mesma, como você, por sua ignorância ancestral. Absolutamente clara ignorância, fundamento de cada pessoa, de toda a humanidade.

    Chore com humildade, em silêncio, quase sem parar. Até que sua estupidez se lave pelas suas lágrimas quase secas. Secaram-se, mais que suas lágrimas, sua disposição chorosa sem compaixão. Chore por sua estupidez mesma, não culpa, mas decerto responsabilidade. Responsabilidade individual que se juntou à coletiva. Vale a pena esse incessante rasgar da sua pele? Pare, pobre sujeito! Chore, chore muito, reaprenda a chorar, te peço, mas pare de se ferir tão fundo, abundante, em desespero!

    Por certo você é responsável por seu abominável estado atual. Não só você responde por escolhas tão estúpidas, descaminhos, más ações. Quem criou tão louca desigualdade social senão você e os companheiros? Quem criou regimes políticos tão terríveis, considerando que todos eles são desgraçados, fracassados, lixo? Só alguns de vocês, ou todos vocês juntos, misturados, em conluio?

    Por certo choro algum lavará sua estupidez. Ignorar isso é só mais uma flor no buquê da ignorância coletiva. Portanto, chorem em coro! Chorem você e os camaradas. Cessem então de chorar agora e amorosamente ajam, até que suas ações atinjam os corações de todos, se multipliquem como virose, vasta como epidemia, nova, ampla visão de mundo. Então, ninguém mais chore, mas em amor se dedique a sua tarefa, missão, máscaras ausentes.


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