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domingo, 15 de agosto de 2010

CICLO

Paulo Nascentes
A vida em mim nasce e morre
numa inconstante corrida:
não sei se sou eu quem corre
enquanto em mim corre a vida.
Não sei se sou eu quem morre
em cada pessoa morrida,
não sei que líquido escorre
e me nutre – água da vida?
Não sei que partícula dança
quando, luz, me fiz criança
e entrei no tempo e no espaço.
Não sei que onda me leva,
se sou luz mesmo na treva
quando, esperança, renasço.
***********
Naskiĝas kaj mortas vivo
dum nekonstanta kurado:
ĉu mi kuras mi ne scias
en mi dume kuras vivo.
Ĉu estas mi kiu mortas
tra ĉiu homo mortanta,
kiu likvo  skuanta
min nutras – akvo de viv'?
Ĉu iu partiklo dancas
kiam, lum', mi iĝis infan'
tempo-spacon enirinte.
Kiu ondo irigas min?
estante lum' eĉ dum mallum'
Kiam, esper', renakiĝas mi?

2 comentários:

  1. Lindo...
    tem ritmo de música.
    Se eu fosse compositora, já teria encaixado esta poesia na minha música, mas sou apenas uma admiradora de sua criação literária.

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